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Análise: vitória de Lucas mostra que classe política precisa rever conceitos e preconceitos

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A vitória do governador Lucas Ribeiro (PP) em primeiro turno e com mais de 1,4 milhão de votos dos paraibanos, no último domingo (04), impõe à classe política do Estado, principalmente os mais pragmáticos, uma nova reflexão sobre a maneira de enxergar os cenários.

Essa classe política há um ano observava Lucas e via nele uma força inexpressiva, uma imagem frágil e sequer o cogitava como liderança política.

Se um ano atrás alguém falasse que Lucas Ribeiro iria vencer as eleições deste ano no primeiro turno, certamente ouviria desta classe política boas gargalhadas e uma série de adjetivos, dentre os quais, ‘louco’ seria o menos ofensivo.

Não faltaram vezes em que os experientes políticos, a maioria da base aliada do então governador João Azevêdo (PSB), demonstraram seu menosprezo pelo potencial eleitoral do jovem vice-governador.

Os tais faziam coro pela permanência de João no governo, alegando que seria uma aventura deixar a gestão nas mãos de um ‘menino’ e da família Ribeiro. Para estes, o mais viável era Azevêdo ficar no governo até o último dia de mandato e apoiar, olha só, o nome de Cícero Lucena para o suceder.

Sim, isso mesmo! O Cícero que terminou a eleição em terceiro lugar, com uma pífia votação. Era esse o nome preferido da classe política para disputar o governo pela chapa governista. Era esse o ‘conceito’ que tinham sobre o “melhor para vencer as eleições sem dificuldades”.

Para Lucas, à época, restava um preconceito destes aliados sobre sua capacidade política.

Sem preconceito, João não deu ouvidos aos velhos ‘conceitos’. Preferiu confiar no seu vice. Em pouco tempo, Lucas quebrou essa concepção e assim pôde desenhar um novo cenário, que gerou confiança do cidadão e se refletiu na gestão, na campanha e, por último, na urna.