O candidato ao Governo da Paraíba pelo PL, Efraim Filho, afirmou nesta terça-feira (8), durante a terceira edição da Sabatina da Segurança Pública, que não haverá espaço para uma “trégua com o crime organizado” em um eventual governo.
Promovido pelo Fórum de Segurança Pública da Paraíba, o encontro reuniu representantes das polícias Militar, Civil, Penal e do sistema socioeducativo.
Ao tratar do avanço das facções nos bairros e municípios, Efraim afirmou que o Estado precisa recuperar a capacidade de garantir segurança à população e impedir que grupos criminosos passem a controlar territórios e impor regras aos moradores.
“Um comerciante que tem que pagar taxa para uma facção para poder abrir seu negócio, isso não é segurança. Isso é trégua”, afirmou. Em seguida, foi direto: “Trégua com o crime organizado no meu governo não vai existir.”
Valorização e efetivo
A recomposição dos efetivos foi apresentada como uma das prioridades para enfrentar o crime organizado.
Efraim defendeu um escalonamento até 2030 para reduzir o déficit das forças de segurança e afirmou que pretende aproveitar concursos ainda vigentes para acelerar esse processo.
Questionado sobre a convocação de cerca de 400 suplentes da Polícia Civil antes do vencimento do concurso, previsto para fevereiro de 2027, disse que a possibilidade estará no seu radar.
“Não quero assumir um compromisso sem ter todos os dados para isso, mas está no meu radar e é uma solução bastante eficaz para antecipar, pelo menos em parte, a redução desse déficit que já existe”, afirmou.
Na Polícia Penal, defendeu o fim do limite de vagas que impede a progressão dos profissionais e a ampliação do efetivo.
Para ele, não é possível enfrentar as facções com a estrutura atual.Na área remuneratória, Efraim assumiu compromisso com o escalonamento vertical da Polícia Militar e afirmou que a medida prevista em lei será cumprida.
“Escalonamento vertical, Hélio, não é questão de querer. É lei, e lei é para ser cumprida. Eu vou cumprir a lei.”
Também declarou apoio ao pagamento de 100% do adicional de risco de vida para a Polícia Penal, atualmente em 50%, e à valorização do sistema socioeducativo, incluindo a discussão de um PCCR.





