Números da PRF reforçam clamor por duplicação urgente de trecho da BR-230

Foto: Blog do Max Silva

A Polícia Rodoviária Federal apresentou estatísticas referentes ao trecho da Alça Sudoeste da BR-230 que, segundo o próprio órgão, confirmam o impacto da infraestrutura viária sobre o quantitativo de acidentes registrados e a urgente necessidade de duplicação da rodovia.

Os números foram apresentados pelo policial Victor Sales durante o ato desta sexta-feira na FIEP, em Campina Grande, realizado para reafirmar aos congressistas paraibanos a necessidade de aporte de recursos, por meio de emendas, para que as obras de duplicação possam ter início já no ano que vem.

Segundo os dados consolidados da PRF referentes a 2019, enquanto no segmento duplicado e iluminado da Alça Sudoeste, que fica entre os quilômetros 148 e 152, foram registrados 08 acidentes no ano, o trecho que compreende do quilômetro 152 ao 165 foi marcado por 73 acidentes.

Os números mostram que, deste total, um acidente considerado grave se deu no setor duplicado, com uma vítima de lesões graves e nenhuma morte, enquanto no outro segmento, não duplicado, foram 26 acidentes considerados graves, com 30 vítimas em situação de gravidade e quatro mortes.

“Para um trecho de apenas 13km, são números muito elevados”, ponderou o policial rodoviário. “Quando ocorrem acidentes nesses locais, geralmente há vítimas graves. A gravidade desses eventos deve-se ao tipo da dinâmica envolvida (colisões transversais)”, explicou Victor Sales na apresentação.

O segmento da Alça Sudoeste com a concentração do maior número de acidentes tem apenas 01 quilômetro, do 158 ao 159, onde ocorreram nada menos que 13 sinistros apenas nos dez primeiros meses deste ano, ainda de acordo com os dados da Polícia Rodoviária.

VIADUTOS VÃO ELIMINAR ACIDENTES

O projeto do DNIT para as obras no local contempla a instalação de três viadutos em áreas críticas de cruzamento. A medida é compatível com os dados e análises da PRF que, na apresentação do policial, abordou o problema das intersecções de fluxo, ou seja, cruzamentos em áreas com tráfego crescente – inclusive por conta da expansão imobiliária na região, como explicou Helder Campos, do Sinduscon.

Assim, o problema grave dos cruzamentos, onde ocorrem a maioria dos acidentes na Alça Sudoeste, tende a eliminado com a instalação dos viadutos, segundo a explanação da Polícia Rodoviária Federal. Ou seja, redução significativa de acidentes, de vítimas e de vidas perdidas tragicamente.

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