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Opinião: destruindo uma narrativa com a verdade

bruno cunha lima
Foto: Blog do Max Silva

Desde que teve início o imbróglio envolvendo a Prefeitura de Campina Grande, mais precisamente a Secretaria de Saúde municipal, e a fundação Pedro Américo, mantenedora do Hospital Help, se tenta montar uma narrativa em relação ao prefeito Bruno Cunha Lima e sua gestão.

Primeiro, uma acusação de que o município estava devendo algo em torno de R$ 42 milhões ao hospital por supostos serviços prestados. O tema foi parar na Justiça, que em decisão de primeiro grau, não acatou, por falta de provas, os valores apontados pelo Help, reconhecendo apenas uma dívida de 17 milhões, dos quais, uma parte já tinha sido paga pelo município.

A decisão desmontou a narrativa de dívida astronômica que a Prefeitura teria com o hospital. Imagine, de R$ 42 milhões cair para R$ 17 milhões, sendo que parte já tinha sido paga. E mais, o município ainda recorreu, alegando que o valor seria bem menor.

O segundo ponto arguido contra Bruno e sua gestão era de que recursos de emendas parlamentares destinadas ao Help teriam sido desviadas ou usadas indevidamente pela secretaria municipal de Saúde. Nesta narrativa, o objetivo seria lançar sombra sobre a idoneidade do prefeito e de sua gestão.

Pois bem! No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu encerrar e arquivar um processo que tramitava no órgão, com objetivo de investigar o suposto desvio das referidas emendas. No transcorrer das investigações, restou comprovado que, nas palavras do MPF, “não há elementos que demonstrem que houve perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos recursos públicos, causando prejuízo ao Erário”.

“Não havendo apontamento de que os valores tenham sido desviados ou apropriados por agentes públicos, afastando-se, assim, o enriquecimento ilícito”, complementou o MPF.

A fulminante decisão do Ministério Público Federal põe por terra mais uma tentativa de tornar uma narrativa falsa em uma história verdadeira. A cada decisão, seja da justiça, do MP ou do próprio tempo, a verdade vai sempre se sobrepondo e mostrando a realidade das coisas. Ainda bem!