Pesquisa: empreendedores paraibanos com pouca expectativa de clientes

Uma retomada do consumo de forma mais lenta e progressiva, após alguns meses com as atividades paralisadas ou reduzidas aos serviços de entrega.

Esse é o cenário projetado por empreendedores da Paraíba, que participaram da quinta edição da pesquisa “O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Sebrae entre os dias 25 e 30 de junho.

Conforme os números da pesquisa, que ouviu no estado 66 donos de pequenos negócios, a maior parte dos entrevistados, 48%, acredita que nos primeiros 30 dias de relaxamento do isolamento social menos de 25% dos clientes retornarão aos estabelecimentos.

Outros 38% projetam que entre 25% e 50% dos clientes devem voltar nesse período; 6% responderam que entre 51% e 75% dos consumidores vão retornar; e 7% esperam que mais de 75% dos clientes voltem aos seus negócios.

Quando a mesma pergunta foi feita aos entrevistados, mas considerando o período de 60 dias após a flexibilização das medidas de isolamento, os números foram: entre 25% e 50% dos clientes vão voltar (49%); de 51% a 75% dos clientes irão retornar (33%); menos de 25% dos consumidores devem voltar (9%); e mais de 75% dos clientes vão retornar (9%).

Em seguida, considerando o prazo de 90 dias após o relaxamento das restrições, as respostas dos empresários foram: mais de 75% dos clientes vão retornar (35%); entre 51% e 75% dos consumidores devem voltar (32%); de 25% a 50% dos clientes irão retornar (25%); e menos 25% do público vai voltar (8%).

Para a analista do Sebrae Paraíba, Éricka Vasconcelos, os números demonstram o grau de compreensão dos empresários sobre a realidade atual e indicam, ainda, a necessidade de controlar investimentos e estratégias de acordo com as mudanças de cenário que ocorrerão.

“É muito importante que as empresas compreendam que essa retomada vai ser gradual, até para que elas possam fazer controle de estoque e entender quais são os seus investimentos, evitando ficar com produtos parados, principalmente quem trabalha com itens perecíveis. Além disso, é necessário compreender de que forma vai ser esse retorno do consumidor e não ter tanta ansiedade nesse momento”, pontuou.