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Projeto de Hugo Motta permite que bancos confisquem recursos do FGTS de trabalhadores

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Foto: Zeca Ribeiro / Câmara

O deputado federal paraibano Hugo Motta apresentou na Câmara o projeto de lei complementar 40/24, que permite o uso de até 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para limite do crédito de empréstimo consignado.

O valor usado como garantia será bloqueado e permanecerá inacessível enquanto o crédito estiver ativo.

Em caso de não pagamento da dívida, o banco poderá confiscar valores do FGTS para cobrir o saldo devedor.

Segundo o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), autor da proposta, o objetivo é promover uma maior competição entre as instituições financeiras no Brasil e facilitar o acesso ao crédito para pessoas físicas.

“A criação dessa nova modalidade de crédito, menos burocrática, corrige distorções e visa alcançar esse trabalhador que não consegue se beneficiar do crédito consignado”, disse.

A proposta beneficia diretamente os bancos e prejudica os trabalhadores, ao permitir que as instituições bancárias possam confiscar valores do saldo do FGTS.

O Sinduscon-PB emitiu uma nota repudiando o projeto do parlamentar paraibano, ressaltando que a proposta se configura em “mais um ataque contra um fundo que é vital para o desenvolvimento da habitação no Brasil”.

“A proposta, de antemão, representa um atentado contra uma proteção importante aos trabalhadores, visto que o FGTS atua como uma espécie de poupança compulsória, implicando a permissão do confisco, já por tal aspecto, em ato desumano e, portanto, repudiável”, diz um trecho da nota.