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Investigação que afastou prefeito eleito de Cabedelo apura desvios de R$ 270 milhões

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A operação Cítrico, conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO, e da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriu determinação judicial para afastamento do prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, apura desvios milionários da Prefeitura.

A ação foi realizada com objetivo de cumprir medidas cautelares expedidas no âmbito de investigação, apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo.

Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.